FALAR...POR FALAR
... com sons e imagens... mas também silêncios, se fará esta conversa ... sempre ao sabor das palavras ...
29 de Junho de 2012

Como dizia no último post, Copenhaga tem muito mais para ver.

 

Que lembro melhor?

 

- os dois palácios reais, o de Christiansborg, que foi usado como residência real até ser destruído pelo fogo, no século XVIII... (depois reconstruído, claro!)

 

Palácio de Christiansborg

 

... e o de Amelienborg, residência dos reis da Dinamarca, desde essa data;

 

Palácio de Amelienborg 

- a tão falada Sereiazinha;

- o edifício da Bolsa, construído no século XVII, ao estilo da renascença alemã;

 

Edifício da Bolsa
 

- o castelo de Rosenborg, também construído no século XVII, ao estilo da renascença alemã;

- a fábrica de cerveja Carlsberg.

 

Fábrica da Cerveja Carlsberg
 

Mas, Copenhaga tem também três bons museus:

 

- o National Museet, que reconstitui a história da Dinamarca desde tempos muito recuados. Lembro-me, sobretudo, das peças medievais que permitem a reconstituição do quotidiano camponês.

 

- o Ny Carlsberg Glypotek, que apresenta a colecção privada do cervejeiro Carl Jacobsen, fundador da Carlsberg  que, para além de peças da Idade Antiga, tem uma boa colecção de arte europeia, sobretudo de impressionistas e pós-impressionistas e uma boa colecção de esculturas de Rodin.

 

Edifício da Ny Carlsberg Glypotek
 

- o Statens Museum for Kunst, com uma belíssima colecção de pintura composta por obras que vão desde o Renascimento até à época contemporânea.

 

Gostei muito deste museu! Mas, foi ali também que, uma vez mais (porque já me aconteceu noutros lugares!) me confrontei com a minha eterna dúvida sobre as fronteiras da arte e da não-arte.

Há, neste museu, grandes salas destinadas a apresentar instalações

Portanto, depois de ter feito todo o percurso dentro do museu, eis-me dentro de uma sala enorme, pintada de branco, onde se viam, três coisas:

 

- a primeira: no canto superior direito, pendurada junto ao tecto, uma grande régua de madeira de onde pendia, totalmente cortado em tiras, um tapete, persa ou tipo persa.

- a segunda: no centro da sala, pendendo do tecto, viam-se duas cordas tendo cada uma, em cada ponta, uma esponja amarela, daquelas que compramos na drogaria, para fazer almofadas ou para lavar qualquer coisa.

- a terceira:  algures na sala, via-se um carrinho de metal, daqueles de pedreiro, cheio de argamassa e, ingenuamente, pensei  que andavam em obras. Mas não, era a terceira obra de arte.

 

Não sei quem eram os autores, nem me interessou saber!

Nestas ocasiões, eu interrogo-me porque é que aquilo merece figurar num museu e porque é que aquilo pode ser arte.

Além do mais, os artistas podiam fazer as mesmas peças, mas em tamanho mais pequeno...

Mas, normalmente, ocupam salas inteiras!

Teoricamente, eu sei porquê... porque, a teoria, essa, eu sei-a toda!

 

Fico sempre com a sensação de que estão, pura e simplesmente, a gozar comigo.

E, depois fico até um pouco zangada com essa sensação.

Até porque eu não sofro, propriamente, de iliteracia artística, antes pelo contrário…

Então, porque é que não gosto, apesar de saber, racionalmente, que todos os clássicos foram vanguardas, na maior parte das vezes incompreendidas, no seu tempo?

Também não adianta ler o que críticos e textos explicativos dizem: a maior parte das vezes são discursos sobre o nada que é o nada que aquilo é, tentando dar-lhe a coerência que nunca teve...

 

Vi há pouco tempo na tv, um filme muito bom sobre esta questão. Mas, como é que se chamava mesmo o filme...?

 

Mas, eu não desisto e continuo a ir a museus de arte moderna e contemporânea.

Quem sabe se, um dia, não sou misteriosamente iluminada ?!...

 

Hoje, uma violinista dinamarquesa contemporânea - Catya Maré

 

Catya Maré - Sunny Time
publicado por Til às 16:40 link do post
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