FALAR...POR FALAR
... com sons e imagens... mas também silêncios, se fará esta conversa ... sempre ao sabor das palavras ...
23 de Maio de 2014

Penso isto há muito tempo, mas agora que tenho viajado muito de avião (e vou continuar a viajar), não só em voos de longo curso mas ainda em muitos voos com conexões internas, tenho sido confrontada com dezenas de ordens das tripulações de bordo sobre a necessidade de desligar todos os aparelhos electrónicos, sobretudo durante as descolagens e as aterragens.

 

 

Cada vez mais, também, há um maior desrespeito por essas indicações.

A maior parte dos passageiros a bordo não desliga NUNCA os aparelhos!

Limita-se a deixar que o ecrã escureça para que a tripulação não perceba que continua ligado.

E, se não há um comissário por perto, mesmo durante as descolagens e as aterragens todos continuam a usar os aparelhos, às vezes, mais do que um!

A desobediência está a instituir-se como norma.

 

E não são só os adolescentes tecnodependentes, não!

É ver executivos engravatados, pais de família com ar sério e responsável, mães entediadas, jovens, e até mesmo senhores de idade respeitável, num processo psicológico de regressão à infância e à adolescência, como que escondendo da professora ou dos pais o que constitui objecto de proibição.

De repente, toda a gente passou a achar que se se desconectar, deixa de ter existência real.

Quem, como eu, desliga mesmo os aparelhos sente-se quase como um bota-de-elástico por ser dos poucos a cumprir as regras (...e eu adoro o meu smartphone e tudo o que posso fazer com ele!)

 

Deixar à consciência de cada um o uso adequado dos aparelhos não resolve, até porque consciência é um bem cada vez mais raro.

 

Aí, fico sempre na dúvida sobre o que seria correcto fazer da minha parte: devo ou não pedir aos parceiros de viagem que obedeçam às regras porque estão a pôr em causa a minha própria segurança e a de todos os outros passageiros?

Nunca o fiz, porém.

 

 

Então, das duas uma: ou o uso dos tais aparelhos põe, de facto, em perigo toda a gente pela interferência com os aparelhos a bordo ou não.

 

Se sim, as companhias devem não só redobrar a vigilância a bordo, mas também investir em equipamentos que bloqueiem a frequência em que os aparelhómetros particulares operam ou devem equipar as aeronaves com aparelhos que, registando uso indevido a bordo, permitam saber quem está a usá-los.

 

Se, porém, o seu uso, afinal, não é tão perigoso assim, deixem de nos bombardear com aquele discurso sobre o perigo para a segurança da aeronave.

Assim, toda a gente, alegremente, passará o tempo a olhar para os aparelhinhos que parecem ter-se tornado imprescindíveis à vida da maior parte das pessoas.

 

Leia aqui algumas opiniões sobre a questão.

 

 

 

publicado por Til às 15:26 link do post
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