FALAR...POR FALAR
... com sons e imagens... mas também silêncios, se fará esta conversa ... sempre ao sabor das palavras ...
30 de Janeiro de 2013

Já agora continuo a falar de Guimarães, cidade que acho muito bonita.

 

Gosto sobretudo do cuidado colocado na reabilitação urbana, que modernizando interiores e adaptando-os às necessidades da vida moderna, conseguiu manter aquele ar de cidade antiga, com as fachadas preservadas e as janelas de guilhotina dos seus prédios.

 

 

Estive várias vezes em Guimarães.

Na primeira vez, já há muitos anos, fiquei alojada na Pousada de Nª Sª da Oliveira, pousada regional, instalada em vários prédios seiscentistas, ligados entre si, mesmo na esquina com a Igreja de Nª Sª da Oliveira, em pleno centro histórico.

 

 

Para se ter acesso à rua, vedada normalmente ao trânsito, tinha que se usar um intercomunicador localizado no início da mesma, contactar a Pousada e, então, depois de fazerem descer os pilaretes que impediam os carros de passar, percorríamos a rua estreita e chegávamos a um pequeno parque de estacionamento privativo, na praça. 

 

O restaurante ocupava o rés-do-chão dos prédios e as suas portas abriam-se sobre a Praça de Nª Sª da Oliveira e as janelas do quarto onde fiquei ficavam fronteiras à própria igreja.

 

De noite, a praça animava-se com os grupos de jovens estudantes que se sentavam nas esplanadas. 

 

Durante alguns anos, Guimarães teve duas Pousadas: esta, mais modesta e de estilo regional e a pousada histórica de Santa Marinha.

Agora só tem esta última.

 

Foi uma das coisas que mudaram com a privatização: muitas pousadas foram fechadas, de Norte  a Sul, e, na faixa raiana oriental só existe hoje a pousada de Marvão e, na raia norte, as de Valença e de Bragança.

Que eu me lembre, fecharam as de Miranda do Douro, Almeida e Serpa.

 

Também houve outras modificações.

Por exemplo, no cardápio dos seus restaurantes.

 

A cozinha das Pousadas de Portugal sempre foi magnífica!

Implantadas por todo o País, elas eram a garantia da preservação da cozinha regional portuguesa de qualidade e constituíam-se como instituições de salvaguarda do património gastronómico das várias regiões portuguesas.

 

Depois, há relativamente poucos anos, quando as Pousadas foram privatizadas, o novo Grupo mudou o cardápio, em todas elas, para um tipo de cozinha dito "internacional"...

Os pratos tradicionais foram secundarizados ou desapareceram, e apareceram outros, "inspirados" neles, que têm um nome mais comprido do que quantidade de comida traz o respectivo prato.

Aqui fica um exemplo: Bife de vaca Mertolenga ao alho e louro com presunto à Portuguesa, sobre rosácea de batata salteada e seu molho ligeiramente avinagrado...

 

Também aqui deixo algumas imagens de pratos servidos actualmente nas Pousadas: 

 

 

        
 
 
 
 
Imagens do site das Pousadas de Portugal

  

Sempre protestei por essa opção ou se a qualidade dos pratos deixa a desejar (como já aconteceu demasiadas vezes).

Muitos outros clientes terão feito o mesmo certamente, porque me parece que a tendência tende, novamente, a inverter-se... Veremos.

Restam-nos a excelência dos doces regionais que, esses, ninguém ainda modificou e continuam a ser magníficos.

 

Imagem do site das Pousadas de Portugal 

 

Mas, voltando a Guimarães.

Além do seu castelo, ligado às origens de Portugal como Reino...

 

 

 

... do paço ducal ou das suas igrejas, para mim, o encanto de Guimarães está sobretudo nas suas ruas e nas suas praças.

 

 

 

Vira do Minho
publicado por Til às 17:00 link do post
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