FALAR...POR FALAR
... com sons e imagens... mas também silêncios, se fará esta conversa ... sempre ao sabor das palavras ...
09 de Setembro de 2012

Numa das minhas viagens pela França, visitei, na Normandia, as praias do desembarque das tropas aliadas no Dia D (6 de Junho de 1944).

Essa ofensiva, a chamada Batalha da Normandia, marcou o início da libertação da Europa do domínio nazi. 

 

Numa operação secreta e muito bem concertada, os Aliados desembarcaram, em praias (a que deram nomes como Omaha Beach, Utah, Juno, etc.) milhares de homens que enfrentaram os nazis colocados estrategicamente em abrigos escavados nas terras sobranceiras ao mar.

 

E, muitos daqueles soldados aliados que desembarcaram em vagas sucessivas nas praias, foram, logo ali, ceifados, às centenas, pelo fogo nazi.

 

Quando se lê ou fala sobre isto assim, genericamente, quase num tom épico, tudo parece ter sido rápido e quase fácil.

Até mesmo quando consultamos dados sobre as perdas humanas durante o conflito, os números parecem não ser mais do que números, nada mais que meros dados abstractos.

 

Acho que esses números só se tornam concretos quando se visitam os cemitérios de guerra.

Entrar nos cemitérios de guerra na Normandia foi, para mim, uma experiência muito marcante.

 

Visitei primeiro um cemitério de guerra americano: verde, amplo, luminoso, alegre até, iluminado pelo sol que tornava ainda mais brancas as milhares de cruzes, cravadas na relva, a perder de vista.

O que dói, é pensar que cada uma dessas cruzes representa uma vida que se perdeu...

 

 

 
Cemitério de guerra americano

 

Visitei depois um cemitério de guerra alemão.

Completamente diferente do americano: um extenso relvado sob a sombra das árvores, salpicado de grupos de cinco cruzes escuras, separados uns dos outros, e cheio de pequenas placas de barro castanho onde foram gravados os nomes dos mortos...

 

 

 
Cemitério de guerra alemão
 
... todos tão jovens... 

 

 

 
 
Mas, ambos os cemitérios tinham uma coisa em comum e que os irmanava: cada placa de barro ou cada cruz branca representava um ou mais jovens que ali tinha morrido, cedo demais, longe da sua casa e da sua pátria. E foram milhares!
 
E esta brutal concretização dos dados numéricos sobre a guerra foi, para mim, como que um soco inesperado no peito...
 ... e comoveu-me, profundamente.
 
 
B. Britten, War Requiem - Dies Irae
publicado por Til às 17:41 link do post
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