FALAR...POR FALAR
... com sons e imagens... mas também silêncios, se fará esta conversa ... sempre ao sabor das palavras ...
17 de Fevereiro de 2017

Cheguei, pois, a São Luís com imensas expectativas.

Chovia quando saí do hotel e, como era sábado, as ruas estavam praticamente desertas, o que emprestava à cidade um ar pouco convidativo. Contudo, isso parecia preferível a ter que me cruzar com transeuntes que me faziam pensar que chegara a minha vez de constar nas estatísticas brasileiras de (in)segurança...

Acelerava o passo em direcção às ruas que eu marcara na planta da cidade e onde se erguem os mais bonitos exemplares da arquitectura civil. Mas, passava uma, passava outra... e mais outra e...

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Os prédios lá estavam, o conjunto tombado pelo IPHAN existe, o centro histórico Património Mundial é um conjunto único, mas num estado lastimável!

Tirando a catedral e o Museu de Arte Sacra do Maranhão, bem como o Palácio do governador e a Prefeitura, na praça D. Pedro II, que estão bem conservados, tudo o resto é uma tristeza: edifícios em ruínas, com vidros partidos e azulejos arrancados.

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Até as igrejas estão em péssimo estado de conservação.

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Foi para isso que o Estado pediu a classificação?

Essa classificação traz consigo responsabilidades de conservação.

Dentro de alguns anos, com o clima equatorial quente e húmido, e a chuva que vai minando as paredes dos edifícios, não existirá mais centro histórico de São Luís do Maranhão.

E, depois, não é só restaurar que é preciso. É igualmente essencial voltar a atrair moradores para os edifícios que (eventualmente) forem restaurados.

Nós todos, Humanidade, exigimos isso do Estado do Maranhão e da União, porque a partir de 1997, aquele património deixou de ser apenas brasileiro para se tornar de todos nós!

Vamos estar vigilantes!

publicado por Til às 18:52 link do post
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